quarta-feira, 18 de novembro de 2009



Você pode ver?
Eu gostaria de ver
Você pode perguntar?
Eu gostaria de poder ter te dado as respostas
Mas agora você vai saber
Então encontre
Voe entre as estrelas
Não apenas mais tolos desejos
Não mais palavras ao vento
Agora você pode
Sentir o sol
Sentir toda a luz
Paraíso infantil
O colo materno
Deitado na lua
Falar com o vento
Você pode!
Porque eu ainda acredito
Porque agora você é livre
Fico a esperar e torcer
Minha hora...
Que nossos tolos sonhos infantis
Você consiga realizar
Porque livre agora você está...




(26/02/09)

Poder mitológico
Falsas crenças
Desigualdade da igualdade
Mais hipocrisia super valorizada
Sem fama! Sem alma!
Um coração, sem uma nação...
Poetas perdidos
Perdidos na ilusão
Sem uma musa, sem inspiração
Sonhos despedaçados
Direitos de nada
Liberdade numa prisão invisível
Criada pelo homem
Divina sabedoria
De um deus criado pela mídia
Ame a falta do saber
Adore a ignorância
Idolatre deuses de matéria
Endeusados e matados
Os mesmos que te adoram
São os mesmos que te odeiam
Crença na hipocrisia
Viva na fantasia
De algo que nunca irá conseguir
Pois não queremos a verdade
E sim apenas a fingir...



(12/02/09)




ps: A outra 'imagem' da poesia antes dessa foi uma foto que tirei a tempos atras!

Você sentiu minha falta enquanto procurava você lá em cima?
Você está se sentindo sozinha enquanto procurava por si mesma?
Não é fácil, não é?
Perder e se encontrar
Talvez em palavras
Talvez num olhar
Você sabia?
Você saberia dizer?
Quem sou eu? Quem é você?
Mas você sentiu minha falta lá em cima?
Ainda está a se procurar?
Então continue
Continue sem exitar
Vamos embora
Embora desse lugar
Não importa mais
Para qualquer lugar
E um dia quem sabe
Lá em cima
Ou sozinha a se procurar
Não encontremos
Um lugar para se chamar de lar...




(18/11/09)

Beba e cante
Nesse lugar de ninguém
Brindar a deuses de papel
Sou escritor sem fantasia
Mais um gole
Mais uma poesia
Entorpecido de sentimentos
Sem falas
Sem rimas
Voando nesse universo sem asas
Novos sonhos
Doce ilusão
Tente acreditar
Tente falar
Silêncie seu olhar
Sua voz é intendível
Linguagem de ninguém
Beba mais uma vez
Escreva sobre o nada
Leve me para casa
Nessa estrada para lugar nenhum
Poeta da chuva
Do inverno sem primavera
O vinho sem um cálice
Uma boca sem um beijo
Papel sem palavras
Amargo desejo
Sonho sem fim...



(16/02/09)