quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pontos


Essa imensidão
Finita em minha visão
Pontos luminosos
Estrelas de ilusão

Diferente cores
Diferente sensações

Sem expressão
Apenas minha visão
Desse ponto em movimento
Voltas em meu pensamento

Estrelas palpáveis
Feitas com as mãos
Frias, sem emoção
Criadas pelo homem
Estrelas de ilusão

.
.
.

(11/05/08)

sábado, 21 de junho de 2008


Quantos já se forão?
Quantos mais se vão?
Quanto é realmente preciso?
Qual o preço do perdão?

Quanto vale sua alma?
E sua vida? Quanto vale então?
Sem sim, sem não
Sem glória, sem coração...

Pinte um retrato
Fotografe o abstrato
O céu na terra
Um mar no céu...

Sua escrita, toda sua dor
Sem lágrimas para o capitão
O senhor sem destino
Apenas a viagem
Apenas o caminho

Rei do frio, Rei dos tolos
Esquece de respirar
Esquece de esquecer
Terra sem deuses
Poesia sem rima

Não vale, não importa
Seco, sem vida
Sem uma mira
Sem uma direção...

Encarar o abismo
Dar o próximo passo sem saber
Dói sem doer
Sabe sem saber
Fala sem falar
Morre sem morrer...

Doce, doce vida
Gira, doce ilusão
Ah essa roda da vida
Brinca sem emoção

Então silência
Mas fica a ouvir
Uma bela melodia
Uma chuva sem fim

Mas não pode
Não deveria...ser assim...
O fim!?! Nunca foi para mim
É sem ser!

Sem saber
Fluxo eterno, sem entender
Como tem que ser!...ou não...
Mas será...

Será assim!...


.
.
.


(25/05/08)

terça-feira, 17 de junho de 2008



O que se pode fazer?
Hiperatividade!
Nostalgia entorpecedora!
Um momento a gargalhada inocente
Em outro a lembrança aterradora...

Aquelas roupas já não servem mais!
Aquelas músicas já não tocam mais!
Antes uma galera, o nosso grupo...
Hoje uma multidão e você no meio, na solidão...

Será que errei em algum momento?
Não joguei certo o jogo!?
Não liguei tantas vezes assim
Não me ligaram tantas vezes também!

Fui deixado? Ignorado?
Foi tão importante assim? É tão importante, sim!
As palavras acolhedoras
As brincadeiras sem malícia
As conversas contrangedoras
Promessas que não vão ser vividas

Pois o tempo foi passando
E aquelas roupas não foram mais servindo
O cabelo sem mais mexas vermelhas, mas bem mais comprido!
Alguns sonhos realizados
Outros despedaçados
Novos aprendizados
Antigos recordados

Lembra daquela música?
Lembra do primeiro beijo?
Lembra daquele sentimento?
Parece a eras atrás!
Será que sou o único a lembrar?

Fui inocente, acreditei que podia voar!
Hoje viajo em minha mente
Vivo num mundo descrente
Vejo o sofrimento de tanta gente

Mas num momento como hoje
O escapismo me toma
Não preciso mais entorpecer os sentidos
E mesmo que esse momento seja um tanto quanto depressivo
Fico a relembrar
De tantas coisas simples
De uma vida ingenuamente sem sentido!
Quando eu acreditava que iria voar
Perfeito passado inocente
Criança cresceu e aos olhos dos outros virou "gente"!
Mas quem sabe? Quem realmente pode dizer?

Que quando se lembra
Que quando se olha no espelho e vê
Aquilo que ninguém mais encherga ou aquilo que ninguém quer ver
Saudosa criança
Olá infância!

A lembrança não deixa esquecer
Apesar dos traços de adulto
E alguns medos de ainda crescer
Ela o abraça, ela o conforta, ela chora...
e ela diz:

'Eu sou você ontem
O passado já foi presente
Aprenda com o presente de hoje
Para que num futuro presente o passado dormente não desperte como um sonho inexistente e sim como uma vida vivida intensamente!'

Momentos para relembrar
E se vierem lágrimas, chorar!
Momentos para não me deixar esquecer!
Daquelas palavras amigas, daquele alguém que não se encontra mais aqui
'A vida é muito curta', ele tinha razão...
Meu querido amigo, obrigado por não me deixar esquecer!
Pois viemos aqui para viver!!!

.
.
.


(07/04/08)